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Brasileira entra para lista das mulheres líderes mundiais em Inteligência Artificial
A advogada Karla Capela Morais, da startup Koy, desenvolveu o sistema "Norma" para análises de processos jurídicos - FOTO: Priscilla Buhr/Divulgação
O ranking "Women Leaders in AI (lideranças femininas em Inteligência Artificial) divulgado pela IBM, elegeu 35 mulheres de 12 países que se destacaram por seus projetos no campo da Tecnologia da Informação
A IBM anunciou nesta quarta-feira (6) em sua conferência Think Digital (pense digital), em Nova York, a lista Women Leaders in AI (lideranças femininas em Inteligência Artificial), reconhecendo mais de 35 mulheres de 12 países que estão usando a IA para impulsionar a inovação nas empresas. Entre as profissionais agraciadas está uma brasileira, a advogada pernambucana Karla Capela, CEO da Koy, startup de inteligência jurídica sediada no Recife.
Karla Capela e sua equipe desenvolveram um sistema, batizado de “Norma”, que unifica 200 procedimentos de Inteligência Artificial que lidam com a linguagem natural, dentro da plataforma Watson, da IBM, para ler, entender e interpretar processos jurídicos ajudando em suas conclusões e tomadas de providências. “A Norma hoje é capaz de fazer em seis segundos o que um advogado leva uma hora e meia para fazer. Ela ainda é capaz de aprender a partir das relações de interpretação de vários processos. Aumentamos a performance financeira de alguns clientes em mais de 36%”, diz Karla Capela. A executiva diz que não se trata de um robô substituindo o trabalho humano, pelo contrário. “O uso desta tecnologia acabou criando uma nova função, dessa vez humana, a de curadoria jurídica, que é o profissional que “treina” a máquina para acumular conhecimentos a partir da análise de processos jurídicos variados”, afirmou Capela.
Este é o segundo ano do ranking IBM de liderança feminina em Inteligência Artificial. O objetivo deste reconhecimento, segundo Marcela Vairo, diretora de Data e AI da IBM para a América é não apenas celebrar as realizações das homenageadas, como também criar uma rede de networking para que elas aprendam umas com as outras e descubram abordagens para aplicar a IA para resolver desafios urgentes dos negócios. “Promover as mulheres numa área tão importante, com tanto potencial, agora e no futuro, é plantar um futuro mais igualitário. Este é um movimento mundial, o de valorizar a diversidade na área de Tecnologia da Informação”, afirmou Marcela Vairo.
A IBM também divulgou um estudo global com mais de 3.200 profissionais de IA, apontando que 85% dos profissionais de IA acreditam que o setor se tornou mais diversificado nos últimos anos; desses, 91% acham que essa mudança está tendo um impacto positivo. 74% dos profissionais de IA que acreditam que a diversidade não melhorou dizem que o setor deve se tornar mais diversificado para atingir seu potencial.
Apesar disso, o estudo revelou que as mulheres em IA em todo o mundo foram quase cinco vezes mais suscetíveis do que os homens ao dizer que seu avanço na carreira foi impactado negativamente por seu gênero.
1. Tiphanie Combre, Diretora Sênior, Serviço e Automação Assistida por IA, ADP (EUA)
2. Amy Shreve-McDonald, gerente principal de marketing de produtos para experiência digital de negócios da AT&T (EUA)
3. Mara Reiff, Vice-Presidente de Estratégia e Inteligência de Negócios, Bell Canada (Canadá)
4. Tammy Lucas, vice-presidente de marketing da Best Western Hotels & Resorts (EUA)
5. Sheila Ambruster, Gerente Sênior de Arquitetura Estratégica, The Boeing Company (EUA)
6. Claire Lucas, Chefe de Inteligência Artificial, Bouygues Telecom (França)
7. Rosa Martinez, Gerente de Projetos Cognitivos, CaixaBank (Espanha)
8. Michèle Brengou, Líder Empresarial de Fábrica Cognitiva, Crédit Mutuel (França)
9. Ashley Lawrence, Gerente de Projetos de Pesquisa e Inovação, Agência de Contra-Inteligência e Segurança da Defesa (EUA)
10. Maiga Bishop, diretora de inteligência de negócios e análises da Dillard’s (EUA)
11. Jo Ann Tan, Chefe de Infraestrutura, The Hartford (EUA)
12. Susanna Shen, Gerente Geral – TI Corporativa, Hong Kong e China Gas Company Ltd. (Hong Kong, China)
13. Yui Ozawa, Chefe, Equipe de Promoção da AI, its communications Inc (Japão)
14. Ryoko Miyashita, Gerente, Departamento de Atendimento ao Cliente, Seção de Atendimento ao Cliente, JACCS Co., Ltd. (Japão)
15. Momo Tokumon, Gerente Assistente, Vendas pela Web, Japan Airlines (Japão)
16. Karla Capela Morais, CEO e Fundadora, KOY – Law Intelligence (Brasil)
17. Marisa Ferrara Boston, arquiteta líder de automação e IA, Audit Technology, KPMG LLP (EUA)
18. Junko Kato, gerente do escritório de administração de atendimento ao cliente da Meiji Yasuda Life Insurance Co. (Japão)
19. Donna Dodson, Conselheira Chefe de Segurança Cibernética, NIST: Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (EUA)
20. Kristen Bennie, chefe de experiência aberta, NatWest Group (Reino Unido)
21. Lisa Bouari, Diretora Executiva, OutThought AI Assistants (Austrália)
22. Melissa Molstad, diretora de plataformas comuns, estratégia de dados e relações com fornecedores, PayPal (EUA)
23. Linda Maruta, chefe de produto, Pulsar (Reino Unido)
24. Izumi Hatta, Gerente, Grupo de habilidades e diálogo de IA, Rakuten, Inc. (Japão)
25. Amala Duggirala, Diretora de Operações e Tecnologia da Empresa, Regions Bank (EUA)
26. Carol Chen, Vice-Presidente de Marketing Global, Comércio Global, Royal Dutch Shell (Holanda)
27. Monica Pedraza Garcia, Diretora de Operações, Santander (Espanha)
28. Sabine Rinser-Willuhn, gerente de RH Systems, Siemens AG (Alemanha)
29. Aarthi Fernandez, Chefe Global de Produto de Operações de Comércio, Standard Chartered Bank (Singapore)
30. Jenni Barnett, diretora executiva da Digital Telstra (Austrália)
31. Nicole Hein, proprietária técnica do produto, Telstra (Austrália)
32. Lee-Lim Sok Keow, vice-diretora, Temasek Polytechnic (Singapore)33. Paola Molino, chefe de programas de transformação, Vodafone (Itália)
34. Atsuko Shinozuka, Gerente, 3D Smart & Try e Estratégia Omni-Channel, Wacoal Corp. (Japão)
35. Piera Valeria Cordaro, Gerente de Inovação em Operações Comerciais, Wind Tre S.p.A. (Itália)
Via: TecFlow
O supercomputador identifica possível tratamento para a Covid-19
A alta velocidade de disseminação do novo coronavírus representa um desafio para pesquisadores. Então, o supercomputador mais rápido do mundo, Summit da IBM, foi usado para analisar qual medicamento pode impedir o SARS-CoV-2 de infectar células hospedeiras, com maior eficiência.
Uma dupla de cientistas fez simulações com mais de 8 mil substâncias. A pesquisa foi apresentada em artigo publicado no servidor de pré-impressões ChemRxiv.
Os resultados representam um primeiro passo, o que não significa que foi encontrada uma cura ou tratamento para o novo coronavírus. No entanto, o diretor do Laboratório Nacional Oak Ridge, Jeremy Smith, declarou que a equipe está esperançosa de que as descobertas do computador possam contribuir para estudos futuros, além de fornecer uma estrutura para investigar melhor as substâncias indicadas pelo computador.
Trabalho do supercomputador
A tarefa dada ao supercomputador foi de encontrar substâncias que poderiam se ligar à proteína Spike do vírus, usada para infectar as células hospedeiras. Ao tornar a proteína ineficiente, o vírus não conseguiria se espalhar.
Os pesquisadores fizeram a simulação de como as partículas da proteína reagiriam a diferentes substâncias. Depois reduziram a lista de 77 resultados para sete alternativas mais promissoras. Estas foram consideradas possibilidades razoáveis para investigações quanto à capacidade de limitar as interações entre o vírus SARS-CoV-2 e o hospedeiro.
Como próximo passo, os pesquisadores planejam realizar nova simulação com um modelo de proteína spike muito preciso do novo vírus identificado por outros pesquisadores. [Futurism, Oak Ridge National Laboratory, ChemRxiv]
Via: Hypescience
O coronavirus (COVID-19) tem um novo inimigo: o supercomputador mais rápido do mundo
AdminCIÊNCIA, Coronavírus, COVID-19, CURA, IBM, SUMMIT, SUPERCOMPUTADOR, SUPERCOMPUTADORES, TÉCNOLOGIA, UNIVERSIDADE
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Supercomputador mais rápido do mundo busca a cura do coronavirus
Os biofísicos da Universidade do Tennessee usaram o supercomputador SUMMIT, construído pela IBM, para filtrar milhares de moléculas e encontrar possíveis compostos que poderiam ser usados como uma nova droga contra o COVID-19.
Após alguns dias de cálculos, o supercomputador conseguiu encontrar pelo menos 77 compostos que indicam que eles poderiam potencialmente ajudar a impedir que o SARS-CoV-2 invadisse as células humanas.
As descobertas foram publicadas recentemente em um artigo disponível no servidor de pré-impressão ChemRxiv.
Isso significa que o trabalho está aguardando a revisão por pares, portanto a pesquisa deve ser considerada um “trabalho em andamento”.
As superfícies dos coronavírus são cobertas por proteínas parecidas com coroas (daí o nome) que permitem que os vírus se liguem e infectem células humanas, um pouco como uma chave e fechadura.
O composto, cinza, foi calculado para se ligar à proteína spike SARS-CoV-2, mostrada em ciano, para impedir que ela se ancore no enzima de conversão da angiotensina humana 2, ou receptor ACE2, mostrado em roxo.
Ao entender as proteínas dos vírus e os receptores das células humanas, bem como a maneira como outros compostos químicos interagem com eles, é possível descobrir como as drogas podem ser eficazes contra o patógeno.
O SUMMIT foi usado para analisar profundamente um banco de dados de mais de 8.000 compostos conhecidos de medicamentos, produtos químicos, fitoterápicos e produtos naturais existentes.
Seu trabalho era farejar compostos que parecem capazes de se ligar aos picos de proteína SARS-CoV-2, bloqueando a chave do vírus e teoricamente impedindo-o de invadir as células do corpo.
“Levamos um dia ou dois, enquanto levaria meses em um computador normal”, disse o autor do estudo Jeremy Smith, diretor do Centro de Biofísica Molecular da Universidade do Tennessee, em comunicado.
Obviamente, não há garantia de que nenhum dos compostos encontrados pelo supercomputador seja eficaz na prática
Além disso, assim como qualquer medicamento, será necessário extensos testes e ensaios clínicos antes de ser considerado um tratamento viável.
No entanto, o trabalho do supercomputador ajudou a identificar alguns candidatos promissores para os pesquisadores acompanharem. “Nossos resultados não significam que encontramos uma cura ou tratamento para o SARS-CoV-2”, disse Smith.
O Supercomputador da IBM e NVIDIA ajudam a identificar compostos que podem guiar os pesquisadores para a cura do coronavirus
“Estamos muito esperançosos de que nossas descobertas computacionais informem estudos futuros e forneçam uma estrutura que os experimentalistas usarão para investigar melhor esses compostos. Só então saberemos se algum deles apresenta as características necessárias para mitigar esse vírus. ”
SUMMIT é descrito como a “Fórmula 1 dos supercomputadores”. Encontrado no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee, o supercomputador é do tamanho de duas quadras de tênis e é capaz de processar mais de 200 quatrilhões de cálculos por segundo.
É usado por uma variedade de pesquisadores diferentes para uma variedade de missões nobres, desde modelagem de supernovas e meio ambiente até dados detalhados sobre câncer e genética. Esta pesquisa não é a primeira a usar um computador para encontrar novos medicamentos.
No mês passado, os pesquisadores usaram um novo algoritmo de computador para vasculhar um vasto arquivo digital de mais de 100 milhões de compostos químicos e descobriram uma molécula que parecia possuir propriedades antibióticas verdadeiramente notáveis.
VIA: Suporte Ninja
Google chega a supremacia quântica
AdminCOMPUTAÇÃO QUÂNTICA, COMPUTADOR QUÂNTICO, google, IBM, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, SUPERCOMPUTADORES
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Processador quântico desenvolvido pela empresa teria resolvido, em três minutos e 20 segundos, um problema que um computador tradicional levaria 10 mil anos para resolver
De acordo com um artigo publicado no jornal Financial Times, engenheiros do Google atingiram a chamada “supremacia quântica”, momento em que é provado que um computador quântico consegue resolver problemas que um computador “clássico”, como os sistemas atuais, é incapaz de resolver.
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A informação veio de um artigo assinado por engenheiros do Google que foi postado em um site da Nasa na semana passada e rapidamente removido, mas não antes que o Financial Times conseguisse uma cópia.
De acordo com o texto, um processador quântico batizado de “Sycamore” conseguiu, em três minutos e 20 segundos, provar que um gerador de números aleatórios era realmente aleatório. Uma tarefa que mesmo o supercomputador mais poderoso da atualidade, chamado Summit, levaria 10 mil anos para resolver.
Segundo os autores, “esta aceleração dramática em relação a todos os algoritmos clássicos conhecidos provê uma realização experimental da supremacia quântica em uma tarefa computacional, e marca o advento de um paradigma de computação a muito antecipado [...] Em nosso conhecimento, este experimento marca a primeira tarefa de computação que só pode ser realizada em um processador quântico”.
Em um computador tradicional, um “bit” pode representar apenas um estado de informação por vez, “zero” ou “um”. Mas um bit quântico, ou qubit, pode representar ambos ao mesmo tempo. Combinando qubits a quantidade de informação que pode ser representada cresce exponencialmente.
Em teoria um sistema quântico poderia, por exemplo, quebrar a mais avançada forma de criptografia existente em questão de segundos, simplesmente testando todas as combinações possíveis de uma vez só, uma tarefa que normalmente levaria milhões de anos. Tal poder de cálculo poderia revolucionar áreas como a engenharia de materiais, química e inteligência artificial.
O Sycamore foi originalmente projetado com 72 qubits, mas devido a instabilidade e dificuldade em controlar os elementos, foi eventualmente redesenhado para operar com 53 qubits, o que o torna um dos computadores quânticos mais poderosos no planeta. Nesta semana a IBM também anunciou um sistema quântico com 53 qubits.
Embora os resultados obtidos pelo Google possam representar um marco na ciência da computação, críticos afirmam que a alegação de “supremacia quântica” é exagerada. Isso porque a máquina do Google foi configurada para resolver um problema altamente específico, e não é capaz de executar tarefas generalizadas, como um computador comum.
Em declaração ao Financial Times Dario Gil, chefe de pesquisas da IBM, disse que a afirmação do Google é “indefensável” e “simplesmente errada”. O feito, embora tenha seus méritos, seria “apenas um experimento de laboratório para implementar essencialmente - e quase certamente exclusivamente - procedimento de amostragem quântico muito específico, e sem aplicações práticas”.
Ainda não se sabe porque o artigo do Google foi removido do site da Nasa. Procurada pelo Financial Times, a empresa não comentou o assunto.
Fonte: Olhar Digital Financial Times
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